Hablando Portu-inglo-nhol
28 28UTC Fevereiro 28UTC 2009, 19:17
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Acordei algumas vezes na madrugada. Talvez um reflexo condicionado pelos roncos do Tim, talvez porque fui dormir cedo (umas 22h estava sonhando já). O café da manhã é surpreendentemente bom nesse hotel que não tem internet, telefone e onde a água quente demora 5min para expulsar a fria nos canos do chuveiro. Café da manhã melhor só tive na Alemanha, onde salsichas e almôndegas são o básico.

Uma das dicas mais valiosas da Lu, que pra quem não sabe, esteve aqui por 2 semanas pouco antes de eu embarcar pra Europa, foi pegar o Bus Turístico. Cheguei pouco antes da porra abrir, e fui o primeiro a embarcar no Bus. Comprei um ticket para 2 dias, ou seja, amanhã vou de novo. Hoje fiz toda a linha azul e desci nos lugares que queria. A linha azul cobre toda a parte sul da cidade, o que inclui: o Monumento a Colombo, o Port Vell, o Museu de História da Catalúnia, o Porto Olímpico, o Parc de la Ciutadella e Zoológico, a Pla de Palau, o Bairro Gótico, a Platja del Bogatell, o Poblenou, o Parc Diagonal Mar, o Fórum, a Praça da Catalúnia, a Casa Batlló, a Pedreira, a Estação de Sants, a Creu Coberta, a Plaça d’Espanya, a CaixaForum, o Poble Espanyol, o MNAC, a Anella Olímpica, a Fundação Joan Miró, o Teleférico do Montjuïc, a Miramar e o World Trade Center. Ufa!

O afudê do Bus Turístico é que tem o segundo andar descoberto e tem várias informações turísticas em áudio. Tu ganha um fone de ouvido quando entra, e tem em vários idiomas, inclusive português. Sem contar no livreto de cupons de desconto para vários museus e lugares legais de ir. Fiz toda essa volta, e continuei para uma segunda volta, agora com a intenção de descer. Com o ticket do dia, tu pode descer e subir sempre que quiser. O Bus tem frequência de 10min.

Primeira parada, fui ver a igreja Santa Maria del Mar. Linda. As igrejas góticas são realmente impressionantes pelos detalhes, arcos pontiagudos e pilares super trabalhados, sem contar nos pesados portões de ferro. Dali caminhei até o Museu Picasso, e as costas começaram a dar sinal de dor.

O Museu é muito legal. Fica num prédio que se assemelha internamente a um castelo, com suas grossas paredes de tijolo rústico, corredores e passagens em arco por todos os lados. E a arte é maravilhosa. Eu particularmente gosto muito da fase Cubista, mas vale a pena ver tudo, todas as transformações que o artista passou. E uma coisa muito legal de ir ver exposições de mestres contemporâneos é que eles possuem documentação fotográfica de si. A fotografia só foi inventada no final do século XIX, então somente artistas “recentes” possuem fotografias de si, como é o caso de Picasso e Miró.

Dali, já feliz por ter vindo pra cá, fui ver a Catedral de Barcelona, cumprindo uma meta de ver o maior número de igrejas no menor tempo. Essa deve ser pelo menos a vigésima quinta. Está toda em reforma. Um tapume cobre toda a fachada, menos as altas torres góticas, que por si só já são lindas. Não entrei, pois cansei de ter que pagar para ir em igrejas. Como disse antes, depois da Basílica de São Pedro, nada mais me impressiona.

Voltei para o Bus. Andei com ele até a Fundação Miró. Desci lá e entrei, sem muita expectativa pois não sou tão fã de Miró assim (particularmente até gosto mais das esculturas dele do que das pinturas). Foi legal ver também a progressão dele como artista até se consolidar com o estilo próprio que inventou, com as linhas pretas marcantes, cores primárias e ícones simplórios. Comecei a apreciar mais, encontrando beleza e sentimento em algumas peças. Mas outras, ainda não engulo. Ao final, a lojinha é sempre um lugar que faz surgir um lado consumista exagerado, pois tudo é sempre muito legal. Na do Picasso, tinha muita coisa afudê, mas acabei comprando somente uma caixinha de cerâmica onde vou guardar as moedas que sobrarem dessa viagem (tenho algumas Coroas Tchecas e alguns Francos Suiços, bem como MUITAS Libras que eu fui burro em não gastar). Na do Miró não comprei nada porque não curti nada além de uma caneca que certamente iria voltar em cacos.

Dali, caminhei até o Teleférico do Montjuïc. Superei a fobia de altura e andei no teleférico. Foi tranquilo até, não balança tanto quanto o de Piriápolis, no Uruguai. O teleférico leva até o Castelo de Montjuïc, que é bem legal e grande. Dá pra ir de carro, e o pessoal vai pra fazer piquenique, levar o cachorro pra brincar, pra andar de bicicleta, etc. É muito alto, e tem uma vista linda da cidade e do porto. É um castelo que pertencia a familia Bourbon, e hoje é um museu militar, com diversos canhões espalhados e apontados para o mar. Dali liguei pra Lu e pros meus pais, metade para matar a saudades, metade para causar inveja, hehehe.

Já morto de cansado, peguei o Bus de volta ao ponto de partida para voltar ao hotel. Antes de ir ao hotel, fui conferir uma feirinha de antiguidades na beira da Rambla del Mar. Muitas coisinhas legais, principalmente uma banca que vendia capacetes da guerra, entre outros aparatos bélicos. Fui também ver os horários do barco para fazer um passeio amanhã. O Bus dá desconto para esse passeio, e o horário é o ideal para amanhã, pois o Bus só começa as 13:45, devido a uma enorme e importante maratona que vai acontecer e fechar as ruas.

No caminho de volta ao hotel, pela Rambla, comecei a ouvir um batuque vindo de longe. Andando, o batuque começou a aumentar. De repente vi um aglomerado de gente. Fui ver. Adivinhem o que era? Sim, um desfile… e pelo som do batuque, era de carnaval. Estiquei o pescoço e era um grupo de bateria onde todos estavam de verde e amarelo e com a bandeira brazuca pintada no rosto. Dei uma risada e fui embora.

Cá estou no hotel escrevendo o post, descansando as costas e ouvindo meu estômago suplicando por comida. Ontem eu tomei o café da manhã em Paris, e só fui comer de novo pelas 20h da noite. E o pior, não consegui comer. Comprei um sanduiche, mas como estava cansado demais e emocionalmente mal, dei 3 mordidas e não consegui. Hoje, levei o sanduiche pra passear e comi o resto dele durante o dia, que somado ao café da manhã, foi só o que comi. Vou postar esse e os posts anteriores, que estou devendo, numa cafeteria aqui perto. De repente lá como mais algo. Abraços.


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Barcelona é o máximo!!! Queria estar aí contigo! Tô morrendo de saudades… volta logo!
Bjusss

Comentário por Lú Klink




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