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Penúltimo dia e último dia inteiro em Barcelona. Muita coisa pra ver ainda, e bastante tempo.
Ontem pra dormir botei outro filme no notebook. Botei O Menindo do Pijama Listrado (acho que é esse o nome em português). Não sei por que mas baixei esse filme sem nem saber do que se tratava. Pois bem, narra a história de uma família de um militar do alto escalão do exercito nazista. A história toda se desenrola tendo como plano de fundo um campo de concentração. O filme foi duplamente pesado pra mim, já que além da história ser dramática e trágica, eu visitei Dachau. Foi mais dificil dormir ainda.
Bem, acordei hoje mais disposto. Comi mais no café e me mandei pro porto. No caminho, minha rua estava cercada de pesoas pois a maratona passava por ali. Logo que saí do hotel, um dos primeiros corredores pasava, e o pessoal vibrava por ele. Presumo que era um dos primeiros pois estava com um espaçamento muito grande do prórimo corredor.
Pois bem. Tinha planejado pra hoje começar o dia com um passeio de barco pela orla. Foi muito divertido. Dura 1h30min e passeia por todo o porto até as praias. É um passeio bem agradável, apesar do vento frio e da garoa que caiu por um curto período. Valeu a pena. E terminou bem na hora que o primeiro Bus Turistic começava.
Peguei o Bus e me toquei pra Sagrada Família, fechando finalmente a minha peregrinação em busca de igrejas diferenciadas. E com chave de ouro, pois a Sagrada Família é a mais diferente do mundo. Ela é considerada a obra de vida do Gaudi. Eu já diria de vida e de pós-morte, já que ela ainda está em construção. A parte pronta é linda. Gótica até doer, cheia de detalhes e imagens interessantes. Entrei, e não valeu a pena. Dentro ela é só um canteiro de obras. Vale a pena entrar para quem quer subir até o topo da torre, e enfrentar uma fila de 45min. Eu não quis, porque não tinha tempo e porque cansei de ir a lugares altos. Mas as duas fachadas são espetaculares e valem ficar uma meia hora olhando.
Dali, fui para o Park Güell, que tem esse nome porque foi encomendado pelo grande mecena do Gaudi: Conde Eusebi Güell. É o lugar mais incrível que visitei em Barcelona, sem sombra de dúvidas. É o trabalho de Gaudi mais bem integrado com a natureza. Lindo, cheio de ambientes diferentes, com os mosaicos, as curvas, os pilares inclinados, tudo muito bem esbanjado ao longo de um enorme parque aberto ao público. Entrei no museu também, que não vale a pena mesmo. Lá comprei alguns souveniers inspirados na arte desse gênio.
Fiquei muito tempo no parque, e a próxima parada tinha horário para fechar. Resultado, não entrei. Era o tour pelo Camp Nou. Cheguei atrasado e não consegui ir no museu nem fazer o tour. Paciência, olhei o estádio de fora. Como diria a nossa guia do Contiki (já que tinhamos pouco tempo em cada cidade): pick your battles (escolha suas batalhas). Não dá pra vencer todas. Pelo menos eu ví de fora. E o Alianz Arena é bilhões de vezes mais afudê.
Voltei para a Rambla e comecei a comprar. Fui no shopping afudê, aquele que comentei antes, e comprei umas coisas que queria, e uns presentes que eu devia. Comprei uma mala maior, já que a que eu comprei em Praga, além de não ter rodas, já não aguenta mais.
O dia foi longo e cansativo. Vou postar esse relato, falar com a Lu e vou pra cama, que amanhã é o último dia e tenho que correr, pois tenho que fazer quase tudo antes do check-out. Abraços.
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